ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

sábado, 26 de junho de 2010
O número rasgado
falta do páragrafo
o início
Livro abandonado
vontade de Lê-la
meu vício
texto remendado
com o imaginário
sou seu dicionário
inventado
página voando
palavras que se agarram
na sobra de papel
se amarram
tentando
encontrar o texto
que se perdeu
nessa página rasgada
poesia ameaçada
entre o livro e eu...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A vontade
passa,
 ultrapassa,
a versão.

Realidade
basta
reata
em vão.

Editado
poema
dilema
na mão.

Desejo
poético
epilético
sermão.

Colorido
preto e branco
arco íris
de intenção.

Sentido
retido na fonte
perdão no horizonte
inversão.

Eolo
evidente
elo e corrente
ventilação.
domingo, 20 de junho de 2010
Parte o outono
pela minha
janela..
arrastando folhas
e os poemas
dos céus noturnos.
Ventilando
o barulho
das lágrimas secas,
 segue a Fênix,
que ensaia seu vôo
sobre as árvores nuas,
brotando
no silêncio
que desenha o inverno,
para resignificada
surgir
na estação das flores.
Palavras silenciam
ao vento,
soprando cinzas
poeiras mortuárias.
Textos, poemas
ficam,
heranças literárias...
Morrer é preciso.
Navegar?
Marinheiro,
só num trago.
Bebo-o em livros,
último gole,
amargo
a brindar
 Saramago.
domingo, 13 de junho de 2010

Um "não"
se espalha
ao vento...
Inverte
o "sim"
e lança um "talvez",
tão duvidoso,
que embriaga,
um "quem sabe (?)"
chuvoso.
Troveja
um "eu nem quero saber".
Requisita
o "eu posso"
e desenfreia
numa tempestade
de "desejo".

E  acaba
na calmaria
de um "beijo".
sexta-feira, 11 de junho de 2010

Esse vento frio
arde
 por dentro
como um calor
invisível.
Devassa
meu Ser
pela
pele
alcança
e refrigera
minha'alma.
Arrepia...
uma vontade
de cantar
livre,
puro pêlo,
feito passarinho
vatapá quente
sopra a garganta
pelo pelourinho.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
O que fazer?
Se controvento
quero te escrever?
Não desejo mais nada
nem comer...
só em uma pancada
te dizer,
poema de outono.
Chega frio, bate
e quase num infarte
me deixa sem sono.
Flutuando louca,
sobre um precipício,
parecendo  num hospício
de amor platônico..
Faça e me desfaça,
caindo me abraça
num calor orgânico.
Crendo não  descreia
mas inda vagueia,
chega e me incendeia,
num poema irônico
...
Ria e não ria
sobre meu pavio
sopra um vento agônico.
Não te desmereço,
mas apenas teço
um véu amanhecido,
amarelecido
de tão pouco uso
na gaveta esquecido..
um medo, um abuso
que em ti desconheço.
Esse é teu segredo
que me deu coragem.
Largo o tempo
e deixo
eu já nem me queixo
de tanta paragem...
Sigo sem direção,
prá onde quer que esteja...
Vem na contramão
vê se então me beija.
E num contra-não,
meu poema,
seja...

"terceiro poema mais lido dess blog"
Quero
essa aventura
do desenho
sem gravura.
Nesse momento,
uma pintura
com alguma
fissura,
arranhura,
marcas do tempo.
Não quero a lisura
só a figura
sem desenho.
Inacabada e pura
conversas de imagens,
entre vou e venho...
se desfazendo...
inspiração segura,
onde me embrenho,
apagando
e refazendo
esse abstrato
revelando
esse retrato
que agora,
tenho.
Só não ignora
o meu desenho.
Escuta
tuas palavras
deslizando...
é o vento
é a poesia
soprando...
é a gênese
é a verborragia
no silêncio
uma hemorragia
o poema nascendo
a palavra
com cria
chorando...
chegando...
numa folha fria.
Ouviu?
Vai pro poema
que pariu...
É leve
chegando...
Toque
suavemente cruel.
Mexe com a cabeça,
a reboque
bambeia as pernas,
entumece os seios ...
e a coragem.
Provoca  desejos
alheios
de atirar-se
contra a gravidade,
tirar-se o véu
gravidez de sonhos,
jardim florido...
sob um medonho cèu.
Vastidão,
horizonte..
a aragem é rápida...
segue aqui e adiante
eterna inconstância da surpresa
revelando
um novo olhar
no espelho do outro...
que se quer presa.
Rosto desmascarado,
face
sem disfarce.
Agora me reconheço,
quando desfaz-me,
em teus olhos.
A maquiagem
não resiste
a aragem...
insiste,
ameaça.
somos
uma mesma imagem
que se enlaça...



sábado, 5 de junho de 2010
Quero um vento                                   
ao contrário
um sopro engolido
acendendo
um assobio
sem música
sem súplica
um pedido
engolido
insensibilizado
sem toque
nem retoque
ar represado
ameaçado
ponto zero
do quero
in venta do
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Sai

desfaz sua face

no vento

e desembasse

esse tormento

Vaí...

não encourasse

seja rebento

arrebente

despedace

o sofrimento...

a corrente

Trai...

mas não teu próprio sentimento

vê se sente

ouve esse ai...

escurrace

esse lamento.

Não, jamais...

Vai, Sai, Trai...

mas nunca mais

na minha frente.

Levanta, edificai.

Vê se vira Gente.
É preciso de vento prá navegar.
"Navegar é preciso",
mas o vento indeciso,
não me deixa continuar.

Estrada dágua,
barulho de água parada.
E o vento sem marulhar.
Ah, me Deus, quanta anágua
debaixo da saia larga
do desejo de flutuar.

Vento liberdade
abençoa
planando a verdade
perdoa..
e faz das nuvens tempestade.
Não pára.
Sopra, grita , assobia...
mas antes de terminar o dia,
Move a vela da saudade.

Navegar é necessário
como respirar
e o seu contrário
inflar o peito de ar,
prá boiar
superando a falta de movimento
Vento, me faz navegar.

Ventar é preciso,
prá navegação.
como o perder o juízo
é para a paixão.
Sopra um vento
molhado
gôsto de tempo
temperado

atravessa a via
devassa
e estia
ventando passa

compactua
na força
de uma fraqueza
atua, factua
a alma moça
da indelicadeza
não recua

Caminha
cama pequenininha
deita tua grandeza
sai da moleza
sopra a lâmpada
acesa

desilumina
prá nascer
fica menina
prá madurecer
deixa a retina
iluminecer

Cega
segue o tato
prá não me esquecer
Rega
esse mato
prá ele crescer
deixa o retrato
amarelecer

No vento
sopra a tela
rebento
aquarela
o momento