ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Doce bárbaro
de Itabira
Verso raro

Duro, ferroso.
Coração maior
que o mundo
ou menor?

Coração-poema
livre?
Não,
sem dimensão...

Caminho
feito
de pedra,
no meio
do caminho.

É José,
agora és
feito
efeito
de palavras...
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Madrugada
rimada com escândalo
iluminada
por incenso de sândalo
invadindo meu poema
em verso livre
busca de um sema
tu paginas meu livro
íntimo, lê-me
interpenetra-me
com palavras avulsas
que brotam
da tua pele  insandecida
um único suor
tatuando palavras
entre nós dois
um texto: tecido de prazer
embaça nossos olhos
a distância...tão fronteriços
o vento folhea-nos
contando a história
na voz de Sherazade
até o horizonte clarear...
na pele o poema verdade

Bandeira que me perdoe, mas " os corpos se entendem" e as almas também...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A centelha explode
sobre o vulcão
risca-me
a um palmo do chão
salto, estalo em dança
livro-me
da contração:
é o desejo
nascendo...
na contra-mão.

Valei-me,
larva acesa
delicada erupção!
O vento
aqui já não sopra
suspira a contradição...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Ensaio em mim
e saio ao vivo
tenho medo de nadar
e o mar me atravessa
não tenho endereço
prá me amarrar
só promessa
arremesso-me ao deserto
e vôo arrastando correntes
que (in)ventei
refloresto o ar
e respiro pálida
o vontade de ser
teu desejo
e sair ao vivo
desse ensaio em mim.

Refresco-me no calor
das tuas palavras
densamente suaves
que extravasam entre dedos
abafando gritos ancorados
na garganta
tua explosiva coragem
de ser dentro de mim
me espanta
me enlouquece
me retem
em um tubo
de ensaio
em mim ao vivo
em vidro

Quero-te meu palco
e sem representações
de mim
contigo ensaio
ao vivo
no camarim.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
       Encontrei-me sobre passos, com flores murchas embaixo  dos braços. Descobri-me desatenta com a vida.  Sem saber o que fazer com tanta experiência acumulada, resolvi lançar-me num laboratório existencial e comecei pela instrução mais simples: respeitar meu direito de desenhar meus passos como eu quiser...