ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

sábado, 28 de janeiro de 2012



Não há como desenhar a saudade
nem mantê-la calma e paciente.
É parecido com dizer a verdade:
a boca fala, o corpo recente.

Saio pensamento-livre a buscar
sentido para esse desejo insolente,
que vai, fica e não deixa calar
a alma, gritando inconsequente.

Tanto sentimento tecido
em teias de ser inteiro
não quer ter nenhum sentido

Só quer ser soneteiro
mostrando-se bastante atrevido
como um vento sorrateiro.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
As memórias do que ainda não vivi, espalham-se em bolas de gudes e pipas com cheiro de inocência, sobre a calçada do tempo. Meus olhos espalhados nessas retinas de vidro, em cores de papel, tentam desencontrar o medo e apostar na coragem da bola certeira, da marimba aventureira totalmente incertas, que por isso nesse chão se arrasta e no céu se lança, desenhando o caminho para o caminhar. Nesse vento (a)temporal o passado é minha escola.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"quinto poema mais lido nesse blog"
Não me reconheço nesse vento
atravessado,
calado,
vão.

Sou eu sendo...
fechada,
aguada,
magoada?
Não.

Já em mim esvoaça,
pipa, asa, pena em fim.
Ah! Esse vento que passa...
espremido,
reprimido,
seja um comprimido-sim.

Leva a dor que ameaça...
sem palavras, sem sentido.
Faz-me reconhecer,
vento desconhecido!