ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

domingo, 19 de junho de 2016
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha
Clarice Falcão

                          

Lá vem sua boca gritando silêncios
em frente da porta, com a alma entre as mãos
me dizendo pra entrar, sem entender
que eu pensei que quisesse ficar

Cá ficou você, horas a mais
mordendo o tempo, querendo partir
e eu pensei que quisesse ficar
                                me pediu pra sair, tentando agradecer

Bebeu a noite, liquificou  a manhã
                                             passou a morar por aqui
                                         depois que nunca mais voltou
e eu pensei que quisesse ficar

                            Mas você não ultrapassa a fronteira
negocia limites se amarrando
numa liberdade que não tem
                            e eu pensei que quisesse ficar

Na agenda, virá outro descompromisso
Quixote Boêmio, até outro dia!
Essa Dulcinéia é filha dos moinhos...
Sabe voar...dança no vento...
e já não acredita que você quer ficar.
                 






          Para Maria Ester Iraola


           

          É claro, que somos moventes, movediças e removedoras...com certeza estamos recheadas de dúvidas, bancando certezas, mas como nada é definitivo, ora o sol, ora a chuva impregnam nossas vidas de tudo o que determinamos necessário. Eis (in) verdades notificadoras de nossa humanidade.
        Numa roda de Ser nos conectamos com nossas essências, quando tecemos vivências e 'artificamos' as dores em cores subjetivas. Uma é signo, outra é cor, a terceira transparência e a perdida é guia,  em caminhos esculpidos por unhas esmaltadas e saltos agulhas, sob passos firmes. Partimos do fim e iniciamos tantos recomeços, repletas do que sempre seremos: Nossas histórias. 
             Egípcias, romanas, ameríndias e afro-orientais, quem trazemos em nós? Tupiniquins da idade Média, cavamos cavernas em Dubai e patinamos nos desertos. Combinamos as diversidades e criamos novas maneiras de contemplar a lida: nosso trabalho é o devir.
             Diferentes idiomas expressam entre nós uma mesma linguagem: SOMOS O DIVINO FEMININO NUM UNIVERSO MESCLADO POR TODOS OS SERES, QUE FOMOS, SOMOS E SEREMOS...