A minha natureza não sabe deitar sobre a superficialidade do ter pelo ser na companhia abençoada da ostentação que cerca essa gente de nada que pensa poder e deseja mandar
A minha existência não permite encolher asas quer viver quer voar tocar o horizonte das coisas que formam a paisagem de dentro pra fora
A minha identidade tem rosto e orgulho de ser o que se tornou e que pode mudar quando quiser fazer pirraça diante da mesmice
A minha vida é minha com toda a possessividade de defender com eloquência meu direito de ir e vir onde e quando eu quiser sendo eu comigo mesma sem reservas
Eu sou em mim a praça pública e a manifestação da generosidade individual e coletiva em luta pelo que há entre eu e o outro eu que atravessa a vivência de mãos dadas comigo
A minha alegria e tristeza sou eu que sinto e o melhor que carrego em mim só ofereço uma vez: meu amor é pra quem tem coragem