Para Fernando Fortes
A lida é dura
mas não há
prazer maior
que fazer voar sementes.
O vento:
essa mão invisível
da boa vontade,
bate no coração da poesia,
Arador da Palavra.
O vento que venta daqui é o mesmo que venta de lá? Não, eu sou controvento, ventania de esparramar, até virar brisa, desabotoar a camisa, para o sangue ventilar. Liquificar sem ar controvento suado, prá na liberdade do vento tocar, no sino, um dobrado e ventando poder voar, soando um verso molhado...