terça-feira, 24 de março de 2026

poesia molhada

versos pescados à beira rio
sem anzol, rede, nem nada
vieram no canto do passario
escritos asas na revoada 
 
Estrofes caíram em meus ouvidos
como num coro, ou partitura
dançando ao pôr do sol raios idos
até a tornar-se margem escura

O poema anoiteceu enluarado
rimando com som do vento
tecido por um céu estrelado
paisagem de sentimento
 
Dormiu no orvalho e floresceu 
espalhando-se iluminado
sobre a relva amanheceu
desfazendo-se ensolarado





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