ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Sopraram  asas
na direção do teu abraço.
Nessa liberdade
de enlaço
me desfiz
.
No sorriso da verdade
viu minha alma
fora da senzala
ser vôo aprendiz...

Fiz uma mandala
cheia de suavidade
e ventei feliz...

domingo, 12 de setembro de 2010
Tem jeito não
ela é mesmo assim.
Ar intragável
vento ruím...

sopro que não venta
ninguém quer sentir
nem ela se aguenta
nem sabe sorrir

Derruba o amor
quebra a esperança
não tem forma ou cor
é desgovernança

Egoísmo vadio
verbo sem desinência
conjunto vazio
é só aparência.
Perdeu-se no vento
parou na parada
estancou em tormento
em plena calçada
não restou sentimento
só fria madrugada
um vento perturbado
tomou seu caminho
ventou  marginalizado
viu-se fraco e sozinho
Seguiu sem destino
dando volta na vida
hoje é só desatino
depois da re
                 ca
                      ída.

Vento é livre-abrigo,
trazendo a verdade,
onde venta um amigo
não há vento pela metade.

Há vento-Paulo Francisco:
arrancando as raízes do chão,
prá proteger os caminhos
daqueles que é guardião.

Vento-Valéria:
na suavidade contida,
um furacão,
recriando a vida
semeando o chão.

Vento-Marcio Nicolau:
chega de mansinho
deixando nua a paisagem,
tirando a roupa do varal.

Ventos-Raul
quixotescamente
Sancho Pança.
Ventila a mente e a emoção
nos velhos olhos de criança.

Existe vento que arrasta
e vento da bonança...

Vento que é de graça
e vento que é cobrança...

Sopram , sempre, nesses ventos
a magia da temperança...

Sigo catavento,
colorido de brinquedo.
Soprada, sopro vento
com hálito de segredo

Poesia  venta
a vida libertadora.
Venta amigos,
controvento-desinventora.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Quero a revolução
dos ventos obtusos
a pretensão de nada Ser
dos tempos confusos

Passeatas cansadas
de sensatez extremista
sentadas pelas calçadas
e nenhuma linha progressista

Quero gritos silenciosos
na calada de mim mesmo
e barulhos perigosos
como  o estalar do torresmo

uma esquina de encontros
diversos por todo lado
um golpe feito por anjos
que não seja registrado

coragem na água de côco
mudanças na caminhada
financiamento de sufoco
e a tristeza  parcelada

Inteira a vida , somente,
que tempestade que nada,
pois quero toda semente,
pelo vento semeada.
Sopra o desassossego
sangra uma fenda
brota uma cor
afasta e quer aconchego
descobre querendo ser tenda
ventando entre o ódio e o amor.

Desfaz e não quer emenda
constrói e vai demolindo
mistura o real e a lenda
insensível parte sentindo
seu egoísmo é sua oferenda
o que tem de bizarro é lindo...


Soprou de muito longe
um bilhete de ventar
dizendo que existe
vida no além mar
não boiou engarrafada
nenhum náufrago anunciou
veio no vento encantada
canto que o vento cantou

ouvido então o recado
vindo ,então, do além
seguiu o mar agitado
e as ondas disseram: amém.
domingo, 5 de setembro de 2010
Não leva  a mão maternal
segurando a minha
pela última vez.

Não leva o último
sorriso paterno
numa despedida cortês.

Não leva a alegria
 fraterna
de ser livre outra vez.

Não leva o que ficou
de um amor
entranhado na tez

O vento nunca leva
o que foi revestido
 de um talvez

O vento sempre deixa-nos
embalados
na insensatez

pelo desejo guardado
das coisas
que a gente não fez

O que o vento não leva
não passa 
em  um ano, nem um mês...
sábado, 4 de setembro de 2010
Brisa forte
ventania leve
docemente cruel
Não há faca que corte
nem a pena escreve
haja papel...

palavras libertas
cantinho de ser
são veias abertas
que me fazem viver

Asa-imagem
carrega
tira a roupagem
esfrega
compadece
estrela íntima
aparece
burila, lapida, lima
depois adormece
que a essência do vento
permanece...