ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

segunda-feira, 29 de março de 2010
Sinto a força da natureza

querendo libertar-se

mas sentindo-se presa

da vida a ponderar-se


chega do vazio

de controladores

quero o estio

molhado de cores


Explosão, elucidai ,

sonora senhora

quero o assobio de meu Santo pai

e a alegria de mãe Dora


Rege o vento a força insana

da loucura de minha mana.

Na razão esquisita dos nãos

a firmeza de meus irmãos.


Não sou sopro, nem brisa,

ou ventania em profusão...

a minha alma desliza

por dentro de um Furacão.


sábado, 20 de março de 2010

Nessa engrenagem

me arrebento.

Não sou peça.

Sou passagem.

Sou vento,

corredor de ar.

Meu pensamento,

ciumento

da transparência

desse movimento...

agarra na essência

desengrena...

Chaplin poético,

em Tempos Modernos...

desejos eternos...

erros patéticos...

sopro de outono

deixo a consciência

numa corrente

morna...

e parto ventando

prá outra estação...

vácuo intenso

sem licença,

do último verão

vento sem desavenças...

na contramão.








Peça seca no varal
dança ao vento,
seca,
desseca,
colorindo...
indo, lindo...
bandeirando...
enfeitando...
feito asa...
e escrevendo
que se há liberdade
há vida,
após o ...
tanque,
estanque,
essa coisa punk,
que...sei lá porque...
roupa suja se lava em casa.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Cores entrelaçadas
duas pipas emboladas.
Marimba tenta alcançar,
rabiola a dançar.
Uma rinha, revanche...
molecada de avalanche...
como a pipa quer voar,
cobrindo o céu
de vareta e papel.
Liberdade danada...
nada é maior
que ser pipa avoada...
e ser menor.
Cansei das paragens.
Tô fora das placas:
PARE.
Meu movimento é
DISPARE,
contra tudo,
que não se move ...
REMOVE
freie para
ACELERAR.
Tá pensando ...
que sou futurista?
Não.
Sou contrabandista
da inquietação.
Chega?
Não, rega
um furacão...
Educa,
prá bater forte
teu coração.
Só deseduca
a parada.
o ponto de saída
ou de chegada,
a estação.
EMBALADOS
no movimento
nos tornamos
AÇÂO.