O vento que venta daqui é o mesmo que venta de lá? Não, eu sou controvento, ventania de esparramar, até virar brisa, desabotoar a camisa, para o sangue ventilar. Liquificar sem ar controvento suado, prá na liberdade do vento tocar, no sino, um dobrado e ventando poder voar, soando um verso molhado...
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Arrastão de Luz
Meus olhos andam tropeçando
em paisagens tão lindas
que elas os engolem
e devolvem em cicatrizes
perspectivas coloridas
num jardim tatuado de flores eternas:
filhas das sensações semeadas,
no sentido do vento livre,
arrepiando a pele
nesse perfume entranhado
do ser pleno e desenhado
à pena da contemplação.
A Paisagem sou eu...
a paisagem sou Eu...
galopando sobre o horizonte
delineado pelo tempo,
buscando travessias.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
No seio da ceia
No rastro do tempo, tudo o que já foi, fomos, ou deixamos de ser. Seguimos em direção ao horizonte aquarelado, permanecendo imóveis por dentro, até que nossa infância se ilumina e o nosso adulto do ano inteiro entra de férias: É natal! ...Voltamos. Já não somos os mesmos, nos tornamos outra poesia.
As lembranças - até elas - surgem com outra roupagem, ainda que com o sabor de rabanadas e cheiro de família = Todo mundo falando ao mesmo tempo e ninguém ouvindo ninguém: uma feira de contos, causos, piadas e saudades...
Vamos as compras (de) comida, (de) bebida, (de) regalos e enfeites, em busca do presente do passado e querendo ser passado para o presente. O cenário, às vezes, conserva, à sombra da mesma árvore, a mesa, a exposição de receitas, o brinde do vinho sagrado, mas as memórias, neste momento, impregnam nosso espírito de uma sensação que manifesta a nossa experiência no seio de renascer na ceia de prosperar.
E, então, tudo o que desejamos a todos os nossos herdeiros é que continuem a Ser esse Universo Particular do Natal, celebrado no seio do nosso presépio e finalizado na Ceia de nossos últimos, desde os primeiros.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Nem tudo que sopra é vento...
domingo, 8 de dezembro de 2013
No meio da pedra tinha um caminho...

Amor da pedra brotado:
cálculo abstrato
no concreto enraizado.
Lutou tanto pra nascer,
entre cores vivas rompeu
impedido de florescer.
O tempo foi regador:
ponteiro de lua e sol,
jardineiro construtor.
Em seu lugar a saudade
fez surgir um manacá
tornando-o realidade.
A chuva e a ventania,
seu perfume espalha
carregado de poesia.
...à noite pela janela
estrelas testemunham
a magia tão bela:
a pedra se move,
abrindo em flor
o amor que a envolve.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
FRONTEIRA DO CALENDÁRIO
Eu dezembro
o ano todo
este mês.
O ano todo
eu dezembro
este mês.
Este mês
o ano todo
eu dezembro.
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