Vou me embora de Pasárgada.
Não sou amiga do Rei
nem tenho cama
pra esticar-me à vontade...
Vou-me embora,
concessivamente:
ainda que seja Pasárgada.
Este lugar não é pra mim.
Não curto lugar perfeito...
desejos de Aladim...
lugar-lâmpada...
Onde se anda de luvas
pra não tocar a realidade?!
Quero isso não!
Fui...
O vento que venta daqui é o mesmo que venta de lá? Não, eu sou controvento, ventania de esparramar, até virar brisa, desabotoar a camisa, para o sangue ventilar. Liquificar sem ar controvento suado, prá na liberdade do vento tocar, no sino, um dobrado e ventando poder voar, soando um verso molhado...
Pages
domingo, 24 de junho de 2012
Estranhamento é pra quem (não) se conhece...
Me sinto estranha, quando não reconheço em mim quem sou. Fico grotesca a luz de meus próprios olhos, percebendo coisas em mim, causadas por linhas imaginárias...Escritas, proscritas...Entre os Trópicos de Capricórnio e Câncer, me esticando aos círculos de Pólos- limites-gélidos, que me marginalizam, por ter nascido das lavas de um vulcão - me conservando em banho Maria...Até quando:
A espera do que não se quer Ser?
O vão entre os travesseiros?

As páginas marcadas pra ler, pra ninguém?
O relógio fazendo trilha sonora para os sonhos?
O oratório guardando orações silenciosas?
A confusão entre perspectiva e expectativa?
Ou entre está morta ou viva?
O tempo atravessando meus olhos?
O vento traduzindo meus sentidos?
A vastidão de meus horizontes aprisionada?
Meus olhos fechados, diante da minha janela?
Meus escritos engavetados em mim?
Sei o que não tenho e o que me falta,
do que tenho saudade e o que desejo...
Vivo a estranheza
por saber o que quero...
porque me conheço.
sábado, 23 de junho de 2012
Reinventando
Pode (in)ventar
a verdade...
(in)vento nenhum
de lira
pode carregar
esse querer
verso-travesso
enrosca e abraça
um poema inteiro
desinventa o tempero da saudade
aqueça na forja do desejo
essa alquimia futurista
Derrama
pelas calçadas-molduras
do nosso líquidoazul
o que será -
sem-saber - já foi
sem nunca ser
inventiza um beijo de céu
em nuvens devassas
constelações de nós
encontroventa
a verdade...
(in)vento nenhum
de lira
pode carregar
esse querer
enrosca e abraça
um poema inteiro
desinventa o tempero da saudade
aqueça na forja do desejo
essa alquimia futurista
Derrama
pelas calçadas-molduras
do nosso líquidoazul
o que será -
sem-saber - já foi
sem nunca ser
inventiza um beijo de céu
em nuvens devassas
constelações de nós
encontroventa
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Os sete pecados...
A Gênese de todos os pecados:
Não saber usar a liberdade.
O pior de todos os pecados:
A mentira.
O melhor de todos os pecados:
A escolha.
O mais primitivo de todos os pecados:
O desejo.
O mais perdoável de todos os pecados:
a paixão.
O mais culposo dos pecados:
o egoísmo.
O reflexo mais inumano de todos os pecados: a ignorância
Não saber usar a liberdade.
O pior de todos os pecados:
A mentira.
O melhor de todos os pecados:
A escolha.
O mais primitivo de todos os pecados:
O desejo.
O mais perdoável de todos os pecados:
a paixão.
O mais culposo dos pecados:
o egoísmo.
O reflexo mais inumano de todos os pecados: a ignorância
domingo, 17 de junho de 2012
O sublime é o grotesco.
Para a Mestra Kátia Paz
Baudelaire erigiu a efígie sagrada da beleza em oposição ao feio mundo da burguesia. Para a hipocrisia vulgar e para o esteticismo anêmico, a beleza é uma fuga da realidade, um quadro digestivo, um sedativo barato; mas a beleza que se ergue da poesia de baudelaire é um colosso de pedra, uma truculenta e inexorável deusa do destino, tal como o anjo da ira empunhando uma espada de fogo: seus olhos faíscam e condenam um mundo, onde triunfaram o feio, o banal e o inumano. A pobreza disfaçada, a doença oculta e o vício secreto não podem deixar de se revelar em face da sua nudez radiante. É como se a civilização capitalista fosse trazida ante uma espécie de tribunal revolucionário: a beleza conduz o julgamento e pronuncia e seu veredicto, escrito em linhas de aço temperado.
Ernest Ficher
terça-feira, 12 de junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
Tempo-estátua
no meio de uma manhã de domingo.
O sol chega e não me aquece.
As nuvens cobrem meus pensamentos.
Minha pele quer um carinho que não tenho.
Os ponteiros do tempo dançam,
dentro da minha cabeça.
O Ser que mora em mim
quer desabrigar-se.
As palavras que se escrevem
não traduzem o que sinto.
Vejo com o olhar estático,o céu correr em meus olhos.
Minha janela testemunha minha catalepsia.
Penso em 'Domigo no Parque',
queria ser José, talvez João...
Juliana girando...
ou a rosa da Roda Gigante.
Reis de nada, rainha da demanda...
mas sigo parada...
nessa dia que não é de feira,
nem de namorar,
nem de roda gigante,
nem nada.
sábado, 2 de junho de 2012
Entre o sim e o não
Amo sábado.
Odeio falta de sinceridade.
Vivo os dias.
Detesto carpideiras.
Canto a vida.
Não entendo, quem se encanta com a morte.
Crio saídas.
Não curto as mãos que fecham portas
e não abrem janelas.
Acredito na amizade.
Não aceito coleguismos circuntanciais.
Passeio sobre o amor.
Não consigo nem olhar,
aqueles que o pisoteiam.
Odeio falta de sinceridade.
Vivo os dias.
Detesto carpideiras.
Canto a vida.
Não entendo, quem se encanta com a morte.
Crio saídas.
Não curto as mãos que fecham portas
e não abrem janelas.
Acredito na amizade.
Não aceito coleguismos circuntanciais.
Passeio sobre o amor.
Não consigo nem olhar,
aqueles que o pisoteiam.
Assinar:
Postagens (Atom)