ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011


               Primeiro foi a palavra ou o pensamento? Sei que houve um contador...e o conto se fez páginas e habitou entre nós.
As primeiras imagens...desenharam em nossa memória a tentativa de perceber as coisas, alcançar os sentidos , entender a vida. O que pensamos das percepções, sensações, emoções? Por que falamos aquela e não outra palavra? O que morava na gênese do nosso dizer? Repetimos, fomos ourives de nosso silêncio, até explodirmos em palavras. E o ouvir foi nosso maior ensinamento. Atenção? Tudo. Entre ouvir e repetir: A criação.
              Na berlinda, egocêntricos copiamos...os que circulam a nossa volta e em nós. Primeiro, contar...os dedinhos, os aninhos, os objetos, as pessoas, ouvindo contarem histórias, acontecimentos, verdades, mentiras, episódios de coragem e medo, ancoragens...Cantar musiquinhas, acalantos, cirandas, música pop ou regionais ( por osmose ou overdose), até compreeendermos o canto. O nosso canto.
             Entre contar e cantar: o conto. Inventamos histórias, adornamos os fatos e vamos praticando, o que só mais tarde entendemos: Quem conta um conto, aumenta um ponto.
               A coleção de imagens e informações que recheiam nossa memória, um dia resolvem contar-se. O imaginário dá à luz, então, ao contador...que surge no palco. Cenário em branco, atuando a dança-transmissão entre o papel, ou a tela; a caneta, o lápis, ou o dígito apressado, que não pode deixar escapar nem uma gota do momento, desse parto de idéias, emoções, criatividade... surge o texto. Certidão literária: Conto.