ARQUIVENTO

BONS VENTOS A TODOS!!!

sábado, 2 de outubro de 2010
Amo o poema impuro
respingado de  tudo
resultado de lavras
descombinando palavras.

Escorro por estas brechas poéticas
eróticas, turvas, aventuras-estéticas
me lambuzo no abuso performático
elegendo dissonâncias, sendo intergaláctico

Estendo-me lendo o ocaso e o acaso da poesia profana
estico-me a cada verso atirando-me sem nojo ou receio na lama
molho os olhos a dessecar o excesso do avesso da incompreessível gravura
leio com sentimento, tormento, sem censura, recorto o excremento do poema-escultura

Alcanço o submundo, o imundo, que inaugura a devassidão alegre de todo verso, que reverso a minha alma perfura...