Fruta verde
em pé de abrile não sabe florecer
No sol tenta
amarelecer
mas não arrebenta
prefere chorar
a chuva
Seu olhar acusa(dor)
elege vilões
esquece os hérois
flagela-se
Busca sem querer encontrar
não quer ir, nem quer ficar
desarvora...
ecologicamente incorreta
Desiste prá ter coragem de continuar.
Continua por não ter coragem de desistir
Faz-se irresponsável
pela responsabilidade que lhe impôs
não sabe o que fazer com tanta liberdadepromove-se indecifrável
Que caminho tomar?
O que fazer...
com tanta escolha?
É preciso saber perguntar
retirar essa rolha
sem medo do medo provar.
Começo a rimar minha agonia
porque não é fácil na adolescência
de um rebento não ver alegria
e encontrar paciência,indulgência...
Há uma peruca de interrogações
uma franja sobre o olhar
e uma boca que grita reivindicações
só resta como em gestação: esperar.